Ostradomus: a casa das ostras em Portugal

Em Portugal, a convite do recente amigo Igor conhecido em uma de nossas formações no núcleo de novas iniciativas empresariais de Setubal, fomos conhecer o restaurante Ostradomus, antigo Restaurante Champanheria.
Alias a história desta casa com quinze anos de trabalho passa por esta mudança em seu nome. Depois de catorze anos a serviço da boa gastronomia sempre combinando frutos do mar com os melhores proseccos, se viu diante da necessidade de mudar seu nome por pressão dos produtores da região francesa de champanha. Neste processo de reinvenção escolheram um nome que veio bem a calhar Ostradomus (casa da ostra).
Ao chegar no local, em fase final de arrumação para o lançamento de sua nova linha de tapas, sentimos o aroma suave que exalava de sua cozinha – um médio assado de frutos do mar.O lugar é aconchegante, ao entrar avisto por um piano de madeira que parecia abraçar duas ou três garrafas champanhe. Imediatamente remeteu-me aos pódiuns da Formula 1, ainda bem que não me lembrei da Fórmula Indy isto poderia ter arrasado minha experiência gastronômica.
A luz indireta a decoração minimalista aliada a uma estante ao fundo (adega) onde estão expostos seus troféus (vinhos, proseccos e champanhes) aliados as poucas mesas da parte interna (cerca de 20 lugares) dão a idéia intimista do lugar.
Fui recebido pelo casal de donos do restaurante, Mario (ex-marinheiro com vasta experiência em gastronomia, sobretudo a Europeia) ao lado de sua esposa Rosi uma brasileira que vive em Portugal por cerca de 30 anos.
O idioma do evento é o Francês, me senti deslocado com minhas armas anglicistas (risos), ainda bem que paladar não tem idioma!
O conceito do local é slow food (O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção).
Alias ao iniciar a degustação sou recebido por um atencioso empregado de mesas que me pergunta em frânces qual seria minha preferencia para acompanhar o menu de Ostras, renspondo: s’il vous plaît un sauvignon blanc – por favor vinho branco, seguido de risos de tirar o fôlego (teria utilizado todo meu francês, logo na primeira ocasião).
A noite segue e a mesa é posta, muitas pessoas entram, saem e passam  a servir-se em uma rara demonstração de “sem-cerimônia” dos franceses.
As ostras roubam a cena… acompanhadas ou não, em seus preparos ou naturais.Hoje em especial ela vem preparadas e assadas. O lugar se reveste de uma aura convidativa, finalmente alguns convidados resolvem falar em português e meu médio inglês entra em ação. A noite segue… muito agradável!
Antes um pouco de deixar o restaurante faço uma live (sinal dos tempos, risos) e tenho uma agradável e não pouco interrompida, pelos efusivos agradecimentos dos convidados, conversa com o proprietário Mario que me conta de seu alvissareiro projeto de Ostreicultura com quase 140 mil metros de area para cultivo, mas isto será tema de um próximo review.Ticket médio 25 euros – tapas sextas e sábados a noite 7 euros (incluso uma taça de vinho)

Restaurante Ostradomus
Av. Luisa Todi, 414, Setúbal Portugal
Facebook:@OSTRADOMUS
Reservas: 936 450 475

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