Por que somos violentos?


 

Desde que o homem pisou a face da Terra, ele tem se manifestado com todo o seu potencial violento, próprio do seu instinto animal, ainda indomado.
 A História da humanidade registra essa trajetória do homem, até os dias de hoje, com muita particularidade, sempre mostrando suas conquistas e, para consegui-las, o homem não se prescindiu de usar a força e a destreza maléfica, para subjugar o obstáculo que lhe interpusesse no caminho dos seus  objetivos.   
 O homem, no seio da Natureza, dentre todos os animais, é o ser mais consciente e domesticável, portanto, mais domável, mais flexível em assimilar normas de civilidade, isso, devido ao poder de raciocínio que tem, mas para isso, alguém precisa lhe fazer conhecer esse meio educacional, caso contrário, ficará ele, a seu bel-prazer da sua índole animal violenta, como de fato é, sobre esse fato, disse Jesus: “ O Espírito está pronto, mas a carne é fraca”
Sempre tivemos homens de grande saber no seio da humanidade, convivendo com outros de menor saber e de comportamento violento. Essa mistura de consciências esclarecidas com outras ainda embrutecidas, deve-se a um plano superior de Deus para com seus filhos terrenos, a fim de  fazer progredir as inteligências insipientes e, para aqueles privilegiados pelo saber, testar suas qualidades morais, humildade, tolerância, perdão, etc, a ensinar, pacientemente, os ignorantes (“...Se convives com os bons, teus exemplos serão inúteis; não receeis habitar entre os maus para os conduzir ao bem. - O homem virtuoso é semelhante a uma árvore gigantesca, cuja sombra benéfica permite frescura e vida às plantas que a cercam.” - Assertiva de Krishna. Veja aí, caro leitor, quanta coerência nos ensinos espirituais divinos de Krishna,  com os ensinados por Jesus, milhares de anos antes! Espiritualidade é uma só, religião são muitas! Preparemo-nos para o grande e terrível dia do Senhor!
Cultura não se adquire numa só existência física para nos livrar dos renascimentos doloridos na carne e habitar mundos mais elevados, moral e espiritualmente. Isso é humanamente impossível, ela é a soma de aprendizados colhidos na longa caminhada que o Espírito faz pelas vidas sucessivas neste ou em outros planetas. Exemplos, temos aos montes; poderíamos citar alguns dos sábios antigos como: “Antúlio, o filósofo da Paz, pregou aos atlantes as relações pacíficas entre os homens; Orfeu deixou seu rasto poético e saudosa melodia de confraternização entre os gregos; Hermes ensinou no Egito a imortalidade da alma e as obrigações do espírito após a morte do corpo físico; Lau Tse e Confúcio, atenderam ao povo chinês, semeando a paciência e a amizade sob as características  regionais; Moisés, quase à força, impôs a ideia e o culto a Jeová, um único Deus; Zoroastro instruiu os persas na sua obrigação espiritual. Krishna despertou os hindus para o amor a Brahma, e Buda, peregrinando pela Ásia, aconselhou a purificação da mente pela luz do coração”
“Todas as encarnações desses instrutores espirituais precederam Jesus no tempo certo, obedecendo a um programa evolutivo delineado pelo Alto”! Mas,  a educação do homem não se processa tão facilmente como muitos imaginam. Ela tem que ser iniciada na tenra idade do ser (Provérbios, 22 v.6 – “Instrui a criança desde menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”, para que ao longo da vida humana ela vá somando mais conhecimentos aos já adquiridos pelas vidas sucessivas, até tornar-se um ser  mais civilizado, cujo objetivo maior, é adquirir consciência espiritual, para processar em si o “renascer do seu espírito”, caminhando assim, para a sublimação do Espírito. Esses sábios do passado longínquo não tiveram escolas aqui, já nasceram sábios! Seus Espíritos já haviam feito suas caminhadas de aprendizados por outros planetas (Na casa de meu pai há muitas moradas), e aqui vieram como missionários (Espíritos são administradores, enviados para exercerem o ministério. Hebreus, I: 14). VIII: 19-20), para ensinar ao homem-animal a olhar a vida por outra forma mais sublime e fraterna, - a espiritual e não permanecer como animais primários, em formas humanas, matando-se a esmo e dizendo amém!
 Conhecimento exige-se dedicação e certo sacrifício mental para ser adquirido, por essa razão é que temos, na maioria das pessoas, uma consciência incipiente. As pessoas não são dadas ao trabalho mental para conhecer – adquirir cultura. Preferem mais a ociosidade mental e divertimentos exteriorizados, porque isso lhes satisfaz o ego carente, ainda adormecido, distante do saber, do que se dedicar a conhecerem o seu ‘Eu’ interior e das razões porquê vivemos na Terra.
Todo ser humano é, por excelência violento. Não poderia ser diferente, visto ser ele um animal. Todavia, é um animal que já adquiriu uma consciência capaz de lhe mostrar qualitativamente o certo e o errado. Aquele que assimila os valores morais, e estes, só são adquiridos através dos ensinos do Cristo pela linha da reencarnação, torna-se mais dócil e domável, vindo daí, a se tornar mais civilizado, mais humano. Aqueles que não  receberam esses ensinamentos, mas são pessoas dóceis e humanas, é porque já o tiveram recebidos em outras vidas e, no momento, apresentam-se como pessoas boas e civilizadas, embora desconheçam os meandros da espiritualidade, bem como a lei de causa e efeito.

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